Resenha do Teólogo

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Os Vinhateiros Maus

Existem parábolas que Jesus contou para os pecadores. Outras para os discípulos. E existem parábolas que ele contou diretamente para os religiosos no rosto deles. Essa é uma delas. É contada nos últimos dias ante...

Por Resenha do Teólogo · 24 de maio de 2026

Capa: Os Vinhateiros Maus

Leitura principal: Mateus 21.33-46 (NVT).

Existem parábolas que Jesus contou para os pecadores. Outras para os discípulos. E existem parábolas que ele contou diretamente para os religiosos no rosto deles. Essa é uma delas. É contada nos últimos dias antes da crucificação. Jesus está em Jerusalém. Acabou de entrar triunfalmente. Acabou de purificar o templo. Acabou de amaldiçoar a figueira estéril. E está enfrentando os principais sacerdotes e anciãos do povo. Eles vieram contestar a autoridade dele. E Jesus, antes de sair do templo aquele dia, conta três parábolas seguidas. A dos dois filhos. A dos vinhateiros maus. E a do banquete de bodas. As três têm o mesmo alvo. Os líderes religiosos de Israel. As três têm a mesma mensagem. A rejeição que vocês estão prestes a fazer tem consequências eternas.

A parábola que vamos estudar nesse capítulo é a do meio. E é provavelmente a mais explícita das três. Jesus não esconde a identidade dos personagens. Quando termina de contar, os religiosos entendem perfeitamente que é sobre eles. E ficam furiosos. Mas não conseguem prendê-lo na hora, porque a multidão está do lado de Jesus. Essa parábola é uma sentença pronunciada. Não vou suavizar. Vou explicar como é.

Vamos ouvir o texto completo, Mateus 21.33 ao 46:

Ouvi ainda outra parábola: Havia um homem, pai de família, que plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe.

E, chegando o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receberem os seus frutos.

E os lavradores, apoderando-se dos servos, feriram um, e mataram outro, e apedrejaram outro.

Depois, enviou outros servos, em maior número do que os primeiros; e fizeram-lhes o mesmo.

E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho.

Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança.

E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha e o mataram.

Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?

Disseram-lhe eles: Dará afrontosa morte aos maus e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe dêem os frutos.

Disse-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo; pelo Senhor foi feito isso, e é maravilhoso aos nossos olhos?

Portanto, eu vos digo que o Reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que dê os seus frutos.

E, quem cair sobre esta pedra, despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó.

E os príncipes dos sacerdotes e os fariseus, ouvindo essas palavras, entenderam que falava deles;

e, pretendendo prendê-lo, receavam o povo, porquanto o tinham por profeta.

Você ouviu o texto. Quatorze versículos. Vamos entrar nele camada por camada.

A primeira coisa que precisa ficar clara é a alusão profética. Quando Jesus começa "havia um homem, pai de família, que plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre", todo judeu erudito reconhecia imediatamente a referência. Era Isaías 5. O cântico da vinha. Isaías escreveu, oito séculos antes, sobre o Senhor que plantou uma vinha, cercou-a, construiu lagar, esperou frutos bons e recebeu uvas bravas. A vinha era Israel. O dono era Deus. A frustração era o juízo iminente.

Jesus está pegando essa metáfora antiga e completando ela. Está dizendo aos religiosos: vocês conhecem a história de Isaías. Vocês sabem que Israel é a vinha. Vocês sabem que Deus é o dono. Agora ouçam o que está acontecendo com vocês.

Versículo 33. "Havia um homem, pai de família, que plantou uma vinha." Pai de família. No grego, "oikodespotes". Literalmente "senhor da casa". O senhor é Deus. Plantou uma vinha. A nação de Israel. Deu existência. Deu identidade. Deu chamado.

"E circundou-a de um valado." A cerca de proteção. A separação entre Israel e os outros povos. A lei que distinguia. A aliança que protegia.

"E construiu nela um lagar." Lugar para extrair o suco das uvas. Infraestrutura para produzir.

"E edificou uma torre." Torre de vigia. Para proteger contra ladrões e animais. Mais investimento. Mais cuidado.

"E arrendou-a a uns lavradores." Quem são esses lavradores? Os líderes religiosos de Israel. Sacerdotes, levitas, fariseus, escribas, doutores da lei. A vinha foi confiada a eles. Não eram donos. Eram administradores. Eram mordomos. Trabalhariam a vinha. Cuidariam dela. E na hora certa, entregariam os frutos ao dono.

"E ausentou-se para longe." O dono viajou. Não está fisicamente presente. Mas voltará. Essa é figura do tempo. Há um intervalo entre a confiança e o acerto de contas.

Versículo 34. "E, chegando o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receberem os seus frutos."

Quem são esses servos? Os profetas. Ao longo de toda a história de Israel, Deus enviou profetas. Moisés, Samuel, Elias, Eliseu, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, e tantos outros. Eram servos. Vinham com a mensagem do dono. Pediam frutos. Cobravam fidelidade. Anunciavam juízo. Eram canais entre o dono e os arrendatários.

Versículos 35 e 36. "E os lavradores, apoderando-se dos servos, feriram um, e mataram outro, e apedrejaram outro. Depois, enviou outros servos, em maior número do que os primeiros; e fizeram-lhes o mesmo."

A história de Israel é a história da rejeição dos profetas. Cada profeta enviado foi perseguido. Foi maltratado. Foi morto. Jeremias foi jogado num poço. Zacarias foi assassinado no pátio do templo. Isaías, segundo a tradição judaica, foi serrado ao meio. Estêvão, no início de Atos, faz um sermão inteiro sobre isso e termina dizendo "qual dos profetas não perseguiram os vossos pais?". E os religiosos que ouviram Estêvão fizeram com ele exatamente o que os pais deles tinham feito com os profetas. Mataram.

Note a paciência do dono. Manda primeiros. Manda segundos. Manda em maior número. Não desiste. Insiste. Persiste. Não é negligente. Não é distante. Manda gente atrás de gente. Mas os arrendatários respondem com a mesma violência.

Versículo 37. "E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho."

Aqui Jesus entra em cena. Não com nome. Com função. "Seu filho." O herdeiro. Não mais um servo profeta. É o filho. É o último recurso. É a melhor carta. É a oferta máxima da paciência do dono.

E veja a ingenuidade aparente do dono. "Terão respeito a meu filho." Você acha que vão? Você acha mesmo que esses arrendatários, que mataram tantos servos, vão de repente respeitar o filho? Por que enviar o filho então?

A pergunta da parábola é a pergunta da história. Por que Deus enviou Jesus se sabia que ele seria rejeitado? Porque Jesus não foi enviado primariamente para ser respeitado. Foi enviado para morrer. A rejeição do filho não foi acidente. Foi parte do plano. A cruz não foi falha. Foi propósito. E o "terão respeito a meu filho" da boca do pai não foi cálculo errado. Foi um anúncio retórico que torna ainda mais grave a maldade dos arrendatários quando, mesmo diante do filho, eles persistem na rebelião.

Versículos 38 e 39. "Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança. E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha e o mataram."

Note. "Vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro." Eles sabem quem é. Não estão matando por engano. Estão matando porque sabem. Reconhecem a identidade dele. E exatamente por isso é que escolhem matar. Querem a herança. Querem o controle. Querem ficar com a vinha.

Olhe a sequência. "Lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha e o mataram." Arrastaram para fora. Jesus foi crucificado fora dos portões de Jerusalém. Fora dos limites da cidade santa. Fora da vinha do Senhor. Hebreus 13.12 confirma. "Por isso, também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta."

Jesus está predizendo, em parábola, o que vai acontecer com ele em poucos dias. Esses sacerdotes, esses fariseus, esses doutores da lei, que estão ouvindo essa parábola na frente do templo, são os mesmos que vão participar do processo que vai levar Jesus à cruz. E ele está dizendo, em cara, "eu sei o que vocês vão fazer comigo. Vou ser arrastado para fora da vinha. Vou ser morto. Mas isso não termina aí."

Versículo 40. "Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?"

Jesus joga a pergunta para a audiência. Faz com que eles mesmos respondam. Force eles a pronunciar a sentença sobre si.

Versículo 41. "Disseram-lhe eles: Dará afrontosa morte aos maus e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe dêem os frutos."

Pondere. Os próprios religiosos pronunciam a sentença. "Dará afrontosa morte aos maus." Eles entendem que esses arrendatários são culpados. Que merecem morte. "E arrendará a vinha a outros lavradores." Vai tirar a vinha dos arrendatários originais e dar a outros. Outros que produzam fruto no tempo certo. Eles dizem essa frase sem se dar conta de que estão se autocondenando. Estão pronunciando o juízo sobre eles mesmos.

E aí Jesus aplica. Versículos 42 a 44. "Disse-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo; pelo Senhor foi feito isso, e é maravilhoso aos nossos olhos? Portanto, eu vos digo que o Reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que dê os seus frutos. E, quem cair sobre esta pedra, despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó."

Jesus cita o Salmo 118. Outro texto que todo judeu erudito conhecia de cor. "A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo." Os edificadores. Os construtores. Os que sabiam de arquitetura. Os que tinham autoridade técnica. Olharam para uma pedra e descartaram. "Não serve. Não está no padrão. Não cabe na obra." Jogaram fora. E essa pedra rejeitada virou a pedra angular. A pedra mais importante de toda a construção. A pedra que sustenta o ângulo. A pedra sem a qual o edifício não fica em pé.

Os edificadores na parábola são os religiosos. A pedra é Jesus. Eles vão rejeitar. Vão jogar fora. Vão crucificar. Mas Deus vai usar essa pedra rejeitada como fundamento de uma nova construção. A igreja. O novo Israel. O povo que vai ser formado a partir do crucificado.

E aí vem o golpe demoledor. "Portanto, eu vos digo que o Reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que dê os seus frutos."

Pare. Respire. Esse versículo é uma das frases mais explosivas que Jesus já disse em público. Está dizendo aos líderes de Israel: o reino vai ser tirado de vocês. E dado a outros. Outros que produzam fruto. Outros que cumpram a vocação. Outros que respondam ao chamado.

Quem são esses outros? A igreja. O povo de Deus reunido em torno do crucificado. Os judeus que aceitaram o messias. Os gentios que vieram à fé. Uma nova nação. Uma nação santa. Um povo adquirido. Pedro vai usar essa expressão em 1 Pedro 2.9. "Vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz." A nação que recebeu o reino é a igreja universal de Cristo.

E o versículo 44. "E, quem cair sobre esta pedra, despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó."

Duas formas de morrer espiritualmente diante dessa pedra. Cair sobre ela. Tropeçar nela. Ofender-se com ela. E despedaçar-se. Esse é o pecador que rejeita Jesus pela escolha consciente. Ele cai sobre a pedra. Esmaga-se contra ela. Se quebra. Se destrói.

Ou. A pedra cai sobre alguém. Esmaga. Pulveriza. Reduz a pó. Esse é o juízo escatológico. Quando Cristo vier em glória, vai cair como pedra de juízo sobre os incrédulos. E reduzir tudo a nada.

Não há terceira opção. Ou você se rende à pedra. Ou a pedra te quebra. Ou agora pela rejeição. Ou depois pelo juízo. Mas dessa pedra não escapa quem não se rende.

Versículos 45 e 46. "E os príncipes dos sacerdotes e os fariseus, ouvindo essas palavras, entenderam que falava deles; e, pretendendo prendê-lo, receavam o povo, porquanto o tinham por profeta."

Eles entenderam. Não foi parábola enigmática. Foi parábola direta. Eles entenderam o ataque. Entenderam o alvo. Entenderam a denúncia. E quiseram prender. Mas tinham medo do povo. A multidão estava do lado de Jesus. Não dava para prender ali, no templo, na frente da multidão. Tinham que esperar a noite. Tinham que esperar Judas. Tinham que esperar a oportunidade no Getsêmani.

Mas a decisão estava tomada. A partir dali, eles iam matar. A parábola não os converteu. Endureceu. Como o coração de Faraó. Cada plano de Deus para abrandá-los só os tornava mais duros.

Eu quero parar aqui e fazer uma pausa teológica importante. Note como essa parábola descreve a história da salvação de uma forma única. Israel recebeu o privilégio de ser vinha do Senhor. Foi escolhido. Foi cercado. Foi cultivado. Recebeu profetas. Recebeu lei. Recebeu pacto. Recebeu o templo. Recebeu tudo. E rejeitou. Rejeitou os profetas. Rejeitou o filho. E o reino foi tirado dele e dado a uma nova nação.

Isso não significa que Deus terminou com Israel para sempre. Paulo, em Romanos 9-11, deixa claro que o plano com Israel ainda tem capítulos. Que vai haver um avivamento. Que toda a Israel se salvará. Mas significa que a estrutura do povo de Deus mudou. Não é mais étnica. É espiritual. Não é mais por descendência. É por fé. Não é mais Jerusalém. É o povo de Cristo espalhado pela terra.

E aqui está a aplicação que precisa cair sobre nós. A igreja recebeu a vinha. A igreja, no novo testamento, é a nova vinha do Senhor. A igreja foi cercada. Tem o Espírito Santo como cerca. Tem a Palavra. Tem os ministros. Tem os recursos. E a expectativa é a mesma. Fruto. No tempo certo. Da forma certa.

E se a igreja não produzir? Se nós, como povo de Deus moderno, repetirmos o erro dos arrendatários originais? Se rejeitarmos a autoridade do dono? Se matarmos os profetas modernos? Se nos apoderarmos da vinha como se fosse nossa? O juízo virá. Não é diferente. O dono é o mesmo. A vinha é a mesma. A vocação é a mesma. E a possibilidade de juízo também é a mesma.

Isso não me dá conforto. Me dá medo. Não para o cristão verdadeiro. Mas para a igreja institucional que esqueceu o dono. Quantas denominações que começaram com Cristo no centro agora estão centradas no negócio. Quantas mega-igrejas que começaram pregando o evangelho agora estão vendendo prosperidade. Quantos pastores que começaram servindo agora estão sendo servidos. Quantos arrendatários se esqueceram de que a vinha não é deles.

Existe uma cena cotidiana brasileira que ilustra essa parábola com força. Pense em uma família tradicional cristã. Pais que sempre frequentaram a igreja. Avós que foram batizados. Bisavós que cantaram nos primeiros hinários. A família se vê como dona da igreja local. "Meu avô foi um dos fundadores." "Minha família ajudou a comprar o terreno." "Nós somos os pilares dessa congregação." E aos poucos, sem perceber, começa a tratar a igreja como propriedade. Querem mandar nas decisões. Querem indicar o pastor. Querem definir as músicas. Querem decidir o estilo dos cultos. Esquecem que são arrendatários. Esquecem que o dono é Deus. Esquecem que a vinha foi confiada para produzir fruto, não para servir aos arrendatários.

Quero te perguntar uma coisa direta. Você se vê como dono ou como arrendatário da vinha que Deus te confiou? Que vinha é essa, no seu caso? Pode ser sua família. Pode ser seu ministério. Pode ser sua igreja. Pode ser seu trabalho. Pode ser sua influência. Você usa esses espaços para produzir fruto para o dono? Ou usa para satisfazer seus próprios desejos?

Eu acredito que essa parábola é um chamado urgente para a igreja contemporânea. Estamos correndo o risco de nos tornar arrendatários infiéis. Recebendo muito. Produzindo pouco. Maltratando os mensageiros que vêm cobrar fruto. Acomodando-nos na crença de que somos donos da vinha. Há sinais por toda parte. Pastores escândalo após escândalo. Igrejas vivendo para a aparência. Cristãos em geral mais influenciados pela cultura do que pela Bíblia. Estamos repetindo o erro de Israel. E vamos pagar o preço se não nos arrependermos.

Quero te mostrar uma camada final. Note que essa parábola tem implicação cristológica imensa. Jesus se identifica como o filho herdeiro. Distinto dos servos. Distinto dos profetas. Único. Não é mais um na fila dos enviados. É o herdeiro. É a derradeira oferta. É o último recurso. Depois dele, não há outro mensageiro. Quem rejeita o filho rejeita o pai. Quem mata o filho não tem para onde apelar.

Isso é tremendo. Jesus está dizendo, antes mesmo da crucificação, que ele é o filho de Deus em sentido único. Não como adoção. Não como representação. Como filiação real. Como herdeiro autêntico. E essa afirmação, por si só, já era motivo para os religiosos quererem matá-lo. Porque era considerada blasfêmia.

Mas era verdade. Ele é o filho. Ele é o herdeiro. Ele é a pedra angular. E mesmo morto, ressuscitou. E ressuscitando, virou o fundamento de um novo povo. Da nova vinha. Da nova humanidade redimida.

Como aplicar isso na sua vida

Três aplicações concretas antes de fechar.

E quero terminar com uma palavra direta. Talvez você esteja sentindo o peso dessa parábola caindo sobre você agora. Talvez esteja se reconhecendo como arrendatário infiel. Talvez esteja percebendo que tem tratado a vida como sua propriedade, não como vinha do Senhor. Quero te dizer com toda firmeza. Há tempo de mudar. Há graça para te receber de volta. O dono ainda está enviando mensageiros. Esse capítulo pode ser um deles.

Volte. Reconheça o dono. Devolva o fruto. Aceite o herdeiro. Se renda à pedra angular. Antes que ela caia sobre você. Antes que o juízo se cumpra. Antes que seja tarde.

Você está entendendo? A vinha não é sua. A vinha é dele. Você é apenas arrendatário. E vai prestar contas. Que sua prestação de contas seja a do arrendatário fiel, que devolve o fruto no tempo certo, com gratidão pelo privilégio de ter sido escolhido para cuidar do que pertence a Deus.

Que essa parábola te quebrante. Que essa parábola te liberte. Que essa parábola te lembre quem é o dono e qual é o seu papel. E que cada dia seja vivido com a humildade de quem sabe que está trabalhando em vinha alheia, recebendo dela o pão, mas devolvendo fielmente o fruto que pertence ao Senhor.

Conclusão

As parábolas de Jesus não foram contadas para serem admiradas, mas para serem ouvidas e obedecidas. Esse estudo termina aqui, mas o trabalho do texto na sua vida começa agora. Que o Senhor use estas linhas para formar em você um pensamento mais cristão, mais bíblico e mais maduro, e que a semente lançada hoje encontre, em você, terra boa.