O lugar do homem abençoado: por que alguns veem o bem e outros não
Existe uma diferença nitida entre o homem que confia em si mesmo é o que confia no Senhor. Um não ve quando vem o bem. O outro não teme quando vem o calor.
Existem dois tipos de homens diante de Deus. A Bíblia, em Jeremias 17, faz uma distinção tão clara que não deixa espaco para meio-termo. Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço é aparta o seu coração do Senhor. Bendito o homem que confia no Senhor é cuja esperança é o Senhor. As duas vidas, descritas em poucos versículos, divergem em tudo. Aparência, frutos, reação a crise, percepção do bem que passa, capacidade de amar, alegria interior. E não se trata de salvos versus perdidos. Trata-se de cristãos vivendo de duas formas diferentes diante das promessas de Deus. Você está em qual desses lugares?
A maldição do homem que confia em si mesmo
Jeremias 17 versículo 5 é claro. Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço é aparta o seu coração do Senhor. Confiar no homem, antes de tudo, e confiar em si mesmo. E depositar sua confiança em suas próprias obras e esforcos. E descansar no próprio merecimento em vez de descansar no favor imerecido de Deus.
Fazer da carne mortal o seu braço significa, no contexto, depender do esforco próprio. Confiar em nosso esforco próprio e algo serio. Existem duas maneiras básicas de viver. A primeira e depender e confiar no favor imerecido, na graça de Deus. A outra e depender de nossos esforcos para merecermos a benção é o sucesso. O problema é que não importa o quanto lutemos, jamais seremos justos o suficiente para merecer a benção. Nem nunca obteremos o nosso próprio perdão. O sucesso obtido na carne e sempre parcial.
Mas quando Deus nos abenoa, o sucesso e completo. Atinge todos os aspectos da vida. Provérbios 10 confirma: a benção do Senhor enriquece, e com ela ele não traz desgosto. Não é tipo presente de grego. Deus não da sucesso as custas de familia, casamento ou saude. Infelizmente, alguns usam toda a saude para perseguir riqueza e depois usam toda a riqueza para recuperar a saude.
Quando você depende de seus esforcos, você luta durante anos e consegue alguma medida de sucesso. Mas debaixo do favor de Deus, em poucos momentos você experimenta crescimento e prosperidade que anos de esforco nunca proporcionariam. Veja o exemplo de José do Egito. Apenas um momento depois de se encontrar com Farão, foi promovido ao posto mais alto do Egito. Mesmo que você hoje pareça estar por baixo, continue olhando para o Senhor é esperando na sua graça, pois ele pode promove-lo subitamente, de forma sobrenatural.
Os que não veem quando vem o bem
O versículo 6 de Jeremias 17 diz que o homem confiado em si será como arbusto solitario no deserto e não vera quando vier o bem. Isso e surpreendente. O bem passa pelo caminho dele, mas ele não ve. Por que?
Aqueles que confiam em si mesmos costumam ser muito orgulhosos. O orgulho faz com que despreze os outros que estão ao seu redor. Tornam-se incapazes de enxergar coisas boas debaixo do nariz. Não reconhecem o conjuge como benção. Não reconhecem os filhos como herança. Não valorizam auxiliares e cooperadores, e por isso os perdem. E essas mesmas pessoas se tornam benção na vida de outros que sabem reconhecer.
Por que não percebem o bem? Porque, como confiam no próprio esforco, não tem capacidade de enxergar a benção que vem do Senhor. Para eles, o bem e recompensa do esforco próprio. Como se julgam merecedores, não costumam ser gratos por nada é por ninguém. E gente que sempre acha que os outros estão no lucro com eles, é que eles mesmos mereciam gente melhor do lado.
De forma oposta, aqueles que confiam na graça, no favor imerecido, são sempre gratos. E por isso percebem a benção quando ela vem. Sabem que possuem muito mais do que merecem, por isso são gratos e alegres. A diferença entre ver o bem e não ver o bem não está no bem que passa, esta nos olhos que olham.
O arbusto solitario no deserto
A imagem do arbusto solitario no deserto e sombria. Um arbusto solitario nos fala de alguém amargurado, ressentido. Sua aparência é de alguém fraco, envelhecido, cansado, desfigurado. Esta é a descrição de Deus de alguém que confia em si mesmo. Terminar a vida sozinho e amargurado é sinal de maldição.
Viver sozinho é ruim, mas viver no deserto fala de alguém que não desfruta do orvalho da graça sobre si. Por isso não produz fruto. E triste quando tudo o que resta e a sequidão de estio. Esse arbusto pode até parecer firme em momentos, pode resistir um tempo, mas não tem ribeiro próximo, não tem agua subterranea, não tem reserva. Quando o calor verdadeiro vem, seca.
A imagem do homem abençoado
A imagem do bênção é de uma arvore plantada junto a correntes de agua, que estende as raízes para o ribeiro. Por causa dessa raiz profunda, ele não receia quando vem o calor. Suas folhas estão sempre verdes. No ano da seca, ele não se perturba e não deixa de dar fruto.
Veja a diferença radical. O homem debaixo de maldição não ve quando vem o bem. O homem abençoado não teme nem quando vem o calor da tribulação. Os anos de calor e tribulação vem mesmo para o homem abençoado. Mas ele não teme a seca, não teme o calor, e continua a dar fruto.
O homem abençoado e como a arvore que está sempre verde. Significa que parece sempre mais jovem, vive cheio de entusiasmo e dinamismo. O texto diz que no tempo da seca ele não se perturba. Significa que ele não tem ataques de pânico, não vive sob estresse e medo. Um ano de seca resulta em pouca colheita, inflação alta, desemprego. Outra palavra para isso e crise financeira moderna.
Em tempos assim, o homem abençoado permanece em paz, cheio de descanso, porque a promessa de Deus é que mesmo nessas epocas ele não deixa de dar fruto. Tudo isso e assim porque ele confia no Senhor.
Um crente pode ficar sob maldição?
Pergunta importante. A resposta é sim. Existem crentes que preferem depender de si mesmos em vez de confiar no Senhor. Eles dependem de Jesus para ser salvos, mas depois assumem para si a responsabilidade pelo sucesso na familia, financas e ministério. Todo crente foi liberto da maldição da lei. Mas quando rejeita a graça de Deus e resolve depender das próprias obras para ser abençoado, volta a cair na maldição da lei. Isso não significa que perdeu a salvação. Significa apenas que confia em si mesmo para ser abençoado.
Paulo escreve em Galatas 5 versículo 4: de Cristo vocês se desligaram, vocês que procuram justificar-se na lei, da graça decairam. Decair da graça não significa cair no pecado, significa cair na lei. Cair na lei significa confiar nas próprias obras e obediência para ser abençoado. Se você volta ao sistema da lei, fica sujeito a maldição decorrente da quebra da lei.
Não é Deus quem nos amaldicoa. E a própria lei que condena. Acontece porque ninguém cumpre o padrão perfeito da lei. Tiago 2 versículo 10 afirma que qualquer que guarda toda a lei mas tropeca em um só ponto, se torna culpado de todos. Paulo diz aos galatas que ninguém será considerado justo por cumprir os mandamentos da lei. Somos justificados somente pela fé. E e por isso que o justo vive pela fé. Fé em que? Na obra consumada de Jesus.
A redenção da maldição
Galatas 3 versículo 13 e 14 explica. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: maldito todo aquele que for pendurado em madeiro. Para que a benção de Abraão chegasse aos gentios em Jesus Cristo. Quando o Senhor morreu na cruz, ele nos redimiu da maldição da lei.
A maioria das pessoas pensa que será amaldiçoada quando peca. A verdade é que a maldição vem quando saimos da graça é voltamos para a lei. Se você descansa na obra consumada, mesmo quando falha e peca, você não será condenado e amaldiçoado, porque em Cristo você já está perdoado e justificado. O pecado não é mais o problema. O problema é a insistência do homem em confiar no próprio esforco.
Quem pode ser abençoado
Davi diz em Romanos 4 que abençoado é o homem a quem Deus atribui justiça independentemente de obras. Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas e cujos pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputara pecado.
A Palavra de Deus não diz que o homem abençoado não peca. A Bíblia diz que mesmo quando ele peca, esse pecado não lhe e imputado. Mesmo quando peca, o pecado não é colocado na sua conta. Por que? Porque todos os seus pecados já foram punidos na cruz do Calvario. Por isso dizemos que o crente continua sendo justo mesmo quando peca. Ele recebeu o dom da justiça. Tem posição de justo diante de Deus.
Saber que Deus não nos imputa mais o pecado vai nos fazer correr para pecar? Claro que não. A graça de Deus enche o coração. Como sabemos que somos eternamente perdoados, corremos para ele para apresentar todas as nossas lutas. Esse homem justo agora pode ser abençoado. Devido a sua confiança estar no Senhor é não em sua força ou merecimento, ele é como arvore plantada junto as aguas, que estende as raízes para o ribeiro, não receia quando vem o calor, mas a folha fica verde, e no ano de seca não se perturba, nem deixa de dar fruto.
A pergunta de auto-exame
Faça três perguntas honestas para o seu coração. Por que algumas pessoas percebem o bem que vem e outras não? Mesmo quando peca, por que o pecado não é colocado na sua conta? Somos justificados somente pela fé, e por isso o justo vive pela fé. Fé em que? Se você respondeu que e fé nas suas obras, você voltou para a lei. Se você respondeu que e fé na obra consumada de Cristo, você está no lugar do homem abençoado. E desse lugar, você ve o bem quando passa. Você não teme o calor quando vem. E você continua a dar fruto, mesmo no ano de seca.
Perguntas frequentes
O que significa Jeremias 17 sobre confiar no homem?
Jeremias 17.5 diz: maldito o homem que confia no homem e aparta o coração do Senhor. Confiar no homem é, antes de tudo, confiar em si mesmo e nas próprias obras em vez de descansar na graça de Deus.
Qual a diferença entre o homem maldito e o bendito em Jeremias 17?
O homem que confia em si mesmo depende do próprio esforço e merecimento. O bendito confia no Senhor e nele põe a sua esperança. Não é salvos contra perdidos, mas duas formas de viver diante das promessas de Deus.
Por que confiar no próprio esforço é perigoso?
Porque, por mais que lutemos, jamais seremos justos diante de Deus pelo merecimento. Quem se apoia na própria força não vê o bem quando ele chega, enquanto quem confia em Deus não teme quando vem o calor.