Resenha do Teólogo

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O Escândalo da Graça

Tem uma cena que se repete em quase todo velório de cristão antigo. Um irmão da igreja, fiel há quarenta anos, professor de escola dominical, ancião, pai de família exemplar, chega cansado para encontrar o Senhor...

Por Resenha do Teólogo · 24 de maio de 2026

Capa: O Escândalo da Graça

Leitura principal: Mateus 20.1-16 (NVT).

Tem uma cena que se repete em quase todo velório de cristão antigo. Um irmão da igreja, fiel há quarenta anos, professor de escola dominical, ancião, pai de família exemplar, chega cansado para encontrar o Senhor. Funeral à tarde, pastor pregando, irmãos chorando, hino sendo cantado. Tudo certo. Aí entra na sala uma figura que ninguém esperava. É um homem que viveu cinquenta anos longe de Deus, bebendo, traindo, brigando, e que se converteu há três meses na cama do hospital, antes de também morrer. Os dois funerais quase coincidiram. E há quem comente, em voz baixa: "Mas como o irmão antigo e esse aí vão estar no mesmo céu?"

Essa pergunta, dita ou pensada, é a pergunta que a parábola que vamos estudar enfrenta. Não como discussão teórica. Como denúncia direta. Jesus tira da boca do trabalhador da primeira hora exatamente a fala que se ouve em sussurros nas conversas pelos corredores das igrejas. "Esses derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco." A frase pesa porque a frase é honesta. É o que a justiça humana acharia. E é exatamente o que a graça divina nega. Por isso a parábola se chama, no fundo, o escândalo da graça. Quem entende a graça de Deus se choca um pouquinho, sempre. Quem nunca se chocou ainda não entendeu a graça.

A questão que esse texto coloca em você é incômoda. Você está secretamente comparando seus anos de fidelidade com a história de irmãos novos na fé? Você fica irritado quando vê Deus abençoando quem, na sua opinião, não merece? Você cobra de Deus uma compensação por ter sido obediente desde cedo? Esse capítulo trabalha essas perguntas com calma.

O contexto bíblico

Antes de entrar no texto, vale entender o mundo onde a parábola foi dita. Jesus está em Pereia, na fase final do ministério, caminhando para Jerusalém. No final do capítulo anterior, em Mateus 19, ele tinha tido a conversa com o jovem rico, que recusou abandonar suas riquezas para seguir Cristo. Logo depois, Pedro tinha feito uma pergunta que escondia uma ansiedade pessoal. "Eis que nós deixamos tudo e te seguimos; que receberemos?" Pedro estava perguntando, no fundo: "compensa abandonar tudo por você? Vamos receber mais que os outros?" Jesus respondeu com promessas, mas terminou com uma frase enigmática: "muitos primeiros serão derradeiros e muitos derradeiros, primeiros". A parábola que estudamos hoje começa com a palavra "porque", explicando essa frase. A parábola é a explicação prática da inversão que Jesus anunciou.

A cultura do trabalho agrícola na Palestina dá vida a cada detalhe da história. Em regiões de plantio de uvas, a colheita era estação curta e crítica. As uvas, uma vez maduras, precisam ser colhidas em poucos dias. Se chovesse antes, estragava. Por isso o dono da vinha contratava o quanto conseguisse de trabalhadores na praça. A praça era o ponto de encontro dos jornaleiros, homens sem terra própria que dependiam de trabalho diário para comer naquele dia. Não tinham contrato fixo. Não tinham acumulação. Não tinham geladeira para guardar comida. Se voltavam sem dinheiro, a família passava fome naquela noite.

O dinheiro mencionado na parábola, "um dinheiro", é o denário, salário comum de um dia de trabalho na época. Era o suficiente para alimentar a família por aquele dia, com pouco. Não dava para guardar. Não dava para juntar. Era pão para o dia, literalmente. Por isso a parábola tem urgência. Cada hora ociosa significava menos comida em casa. Os trabalhadores das últimas horas, encontrados ainda ociosos na praça às cinco da tarde, não eram preguiçosos. Eram homens que tinham esperado o dia inteiro sem que ninguém os contratasse. Voltariam para casa de mãos vazias e família com fome.

A divisão do dia em horas também precisa ser entendida. O dia judaico começava ao nascer do sol, aproximadamente seis da manhã. A primeira hora era das seis às sete. A hora terceira era nove da manhã. A hora sexta era meio-dia. A hora nona, três da tarde. A hora undécima, cinco da tarde. O trabalho terminava ao pôr do sol. Quer dizer, quem foi chamado às cinco da tarde só trabalhou uma hora antes do encerramento. Os primeiros trabalharam doze horas. Os últimos, uma hora. A diferença foi enorme.

A lei judaica era específica sobre o pagamento dos jornaleiros. Deuteronômio 24 ordenava que o salário do trabalhador fosse pago no mesmo dia, antes do pôr do sol, porque "ele é pobre, e sua vida depende disso". Não pagar no dia era pecado. Por isso o dono da vinha, ao final do dia, paga todos. Não está fazendo favor extraordinário. Está cumprindo a Lei. O extraordinário é o quanto ele paga. Não a obrigação de pagar.

A cultura também moldava o tipo de murmuração dos primeiros trabalhadores. No Oriente Médio antigo, o conceito de honra e justiça era muito ligado à comparação. A satisfação de cada um dependia em parte da relação entre o que ele recebia e o que os outros recebiam. Receber o combinado podia parecer suficiente. Mas se o vizinho recebesse mais por menos trabalho, isso virava ofensa. A parábola pega exatamente esse mecanismo cultural e o expõe.

A imagem da vinha, no Antigo Testamento, é símbolo recorrente de Israel como povo de Deus. Isaías canta a vinha bem cuidada que produz uvas bravas. Os profetas chamam a infidelidade de Israel de vinha que falhou. Jesus, ao usar a imagem da vinha, está conversando com toda essa tradição. Quem ouvia ouvia também o eco profético. A vinha não é só plantação. É o povo de Deus, chamado para trabalhar pela glória do dono.

A parábola conversa também com outras passagens do próprio Mateus. A frase final, "muitos são chamados, mas poucos escolhidos", aparece também em Mateus 22, no fim da parábola das bodas. A inversão entre primeiros e últimos aparece em Marcos, Lucas, e em vários textos paulinos. Quer dizer, esse princípio do Reino, de inversão das expectativas humanas pela soberania da graça, é tema recorrente na pregação de Jesus. Não é uma parábola isolada. É um dos eixos do ensino dele.

O lugar dessa parábola no Evangelho de Mateus é estratégico. Vem logo depois da conversa com o jovem rico e da pergunta de Pedro sobre recompensa. Vem antes do terceiro anúncio da paixão, e antes do pedido da mãe dos filhos de Zebedeu para que seus filhos se sentassem à direita e à esquerda de Cristo no Reino. Quer dizer, Mateus colocou a parábola exatamente no meio de uma sequência sobre quem é que ocupa lugar de honra no Reino. A resposta sistemática de Jesus, em cada cena, é a mesma: o cálculo do Reino não é o cálculo humano. Os que esperam ser primeiros vão se surpreender.

Mateus 20.1-2 (NVT)

Vamos ao texto. Porque o Reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha. E, ajustando com os trabalhadores a um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha.

Mateus 20.3-4 (NVT)

Repare que o dono sai pessoalmente. Não manda capataz. Vai ele mesmo à praça contratar. Isso já é incomum. Donos ricos delegavam essa tarefa. Esse dono, não. Faz questão de ir buscar trabalhadores com as próprias mãos. Por isso a relação dele com cada trabalhador é direta. Ele combina o salário com cada um. Combina um dinheiro por dia. É salário justo, salário combinado. Não há promessa de aumento. Não há ambiguidade. O preço foi acertado. E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça, e disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram.

Mateus 20.5 (NVT)

Às nove da manhã, ele volta. Encontra outros ociosos. Não combina valor específico. Diz apenas "o que for justo". Os trabalhadores aceitam sem barganhar. Confiam que o dono será justo. Esse detalhe é importante. Esses trabalhadores não exigiram contrato detalhado. Foram pela palavra do dono. Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona, fez o mesmo.

Ao meio-dia e às três da tarde, ele repete o gesto. Mais trabalhadores. Mesma promessa vaga: "o que for justo". O dono está obcecado em encher a vinha. Não suporta ver gente parada quando há trabalho para fazer. Vai à praça repetidamente. E, saindo perto da hora undécima, encontrou outros que estavam ociosos e perguntou-lhes: Por que estais aqui todo o dia ociosos? Disseram-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. Ele lhes disse: Ide vós também para a vinha, e recebereis o que for justo. (Mateus 20.6-7) Às cinco da tarde, uma hora antes do fim do dia, ele volta. Encontra mais ociosos. Pergunta com surpresa. "Por que estais aqui todo o dia ociosos?" A resposta é amarga. "Porque ninguém nos assalariou." Não estavam ali por preguiça. Estavam ali porque ninguém os tinha contratado. Talvez fossem mais velhos. Talvez mais frágeis. Talvez tivessem fama ruim por algum motivo. O fato é que passaram o dia inteiro esperando. O dono os manda. Sem combinar salário. Apenas "o que for justo".

Mateus 20.8 (NVT)

Aqui está um detalhe que muita gente perde. O dono não estava obrigado a contratar essas pessoas. Já tinha contratado o suficiente. Mas o coração dele não suporta gente sem trabalho. Vai à praça pela quinta vez. Os contrata. Manda para a vinha. Por apenas uma hora. Isso é graça antes mesmo do salário. A simples contratação dos últimos já é dom. Eles não esperavam serem chamados àquela hora. Foram chamados. Esse chamado, em si, é graça. E, aproximando-se a tarde, disse o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores e paga-lhes o jornal, começando pelos derradeiros, até aos primeiros.

Mateus 20.9 (NVT)

Chega o fim do dia. Hora do pagamento. O dono dá uma instrução específica ao mordomo. Comece pelos últimos. Pague-os primeiro. Termine com os primeiros. Essa ordem foi proposital. Não é detalhe administrativo. É pedagogia. O dono quer que os primeiros vejam quanto os últimos receberam. Quer que a graça seja pública. Não escondida. E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada um.

Mateus 20.10 (NVT)

Os que trabalharam uma hora recebem um denário. Salário integral. A reação deles, embora não esteja descrita, podemos imaginar. Choque. Alegria. Não esperavam um denário. No máximo, esperavam uma fração proporcional ao tempo. Esperavam dez por cento, vinte por cento. Receberam cem por cento. A graça transbordou. Vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; e também receberam um dinheiro cada um.

Aqui está o ponto da virada. Os primeiros, vendo o que os últimos receberam, fazem as contas. "Se eles ganharam um denário por uma hora, nós, por doze horas, vamos ganhar doze denários. No mínimo seis. Talvez três." Esperam mais. A expectativa cresce na cabeça deles enquanto se aproximam do mordomo. Recebem um denário. Exatamente o que tinham combinado de manhã. Nada mais. Nada menos. E, recebendo-o, murmuravam contra o pai de família, dizendo: Estes derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga e a calma do dia. (Mateus 20.11-12) A reação dos primeiros é murmuração. A queixa é razoável dentro da lógica humana. Eles suportaram a fadiga do dia. O calor de meio-dia. As horas extras. E receberam o mesmo que os que trabalharam só uma hora. Para a justiça do mundo, isso é injusto.

Note bem a frase que eles usam: "tu os igualaste conosco". Não é o salário em si que machuca. É a igualdade. É serem colocados no mesmo patamar daqueles que, segundo eles, não mereciam. Isso é a doença mais sutil do coração humano. Não queremos que os outros sejam tratados como nós quando achamos que eles não merecem. Queremos hierarquia. Queremos honra diferenciada. Queremos que a graça respeite o nosso esforço.

Mateus 20.13-14 (NVT)

Pensa numa cena bem brasileira. Um filho mais velho cuidou da mãe doente por dez anos. Largou parte da vida pessoal. Pagou contas. Levou em médico. Aguentou as madrugadas. Os outros irmãos sumiram. Aparecem no Natal, na Páscoa, em alguma data de aniversário. Quando a mãe morre, deixa um testamento dividindo tudo igualmente entre os filhos. O filho mais velho fica revoltado. "Como assim? Eu sacrifiquei dez anos, e eles vão receber a mesma coisa?" A reação é entendível. Mas mostra que ele cuidou da mãe esperando uma recompensa diferenciada. Cuidou pelo testamento, não pela mãe. Quem cuida por amor não fica chocado com a divisão igualitária. Aceita. Quem cuida por mérito fica chocado. Era o coração dos primeiros trabalhadores. Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço agravo; não ajustaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti.

A resposta do dono é gentil. Ele chama o murmurador de "amigo". Não responde com ofensa. Argumenta. "Não te faço agravo." Quer dizer, não houve injustiça contra ti. O combinado foi cumprido. Você recebeu um denário, como tínhamos ajustado. Se isso te incomoda, leva o que é teu e vai embora.

Mateus 20.15 (NVT)

Depois vem a frase mais importante. "Eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti." Eu quero. O verbo é a expressão da vontade soberana do dono. Não está fazendo o que se espera dele. Está fazendo o que ele quer fazer. E o que ele quer é dar a graça plena ao que entrou no último minuto. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?

Mateus 20.16 (NVT)

Aqui está o coração da parábola. O dono tem dois argumentos. Primeiro, é dono. Pode fazer o que quiser com o que é dele. A vinha é dele. O dinheiro é dele. O contrato é dele. A graça é dele. Ninguém manda no dono. Segundo, a queixa do trabalhador revela uma maldade interna. "É mau o teu olho porque eu sou bom?" Quer dizer, é a inveja, é a comparação, que está deformando o olhar dele. O problema não está no que o dono fez. Está no que o coração do trabalhador está sentindo. Essa frase é uma chave. Toda vez que a graça de Deus a outros nos incomoda, o problema não é a graça. É o nosso coração. Existe um ponto cego em cada um de nós que se irrita quando Deus é generoso com quem, em nossa cabeça, não merece. Reconhecer esse ponto cego é o primeiro passo da maturidade. Quem não reconhece nunca vai entender o evangelho na profundidade. Assim, os derradeiros serão primeiros, e os primeiros, derradeiros, porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.

A frase de fechamento ressoa em todas as direções. Os últimos serão primeiros. Não é só na fila do pagamento. É na ordem do Reino. Aqueles que se convertem tarde, que entram na fé na última hora, que parecem indignos do convite, são colocados na frente. Os que se acham primeiros, por antiguidade, por mérito, por currículo religioso, ficam atrás. Não porque Deus tenha contra eles. Porque o coração deles, ao se considerar primeiro, já se exclui da economia da graça.

"Muitos são chamados, mas poucos escolhidos." Muitos ouvem o convite. Poucos respondem com o coração certo. Os primeiros trabalhadores foram chamados, foram à vinha, trabalharam o dia inteiro, mas a maneira como reagiram ao final do dia mostrou que o coração deles não tinha sido marcado pela graça. Vieram pela troca. Trabalharam pelo salário. Quando receberam o salário, ficaram bravos porque outros receberam de graça. Esses, embora chamados, mostraram não ser escolhidos. Não no sentido de que Deus os rejeitou. No sentido de que o caráter deles revelou que o coração estava no lugar errado.

Essa parábola tem dois leitores principais. Primeiro, o cristão de longa data. O irmão antigo. O fiel de quarenta anos. Esse irmão precisa se examinar com sinceridade. Estou servindo a Deus por amor à graça que recebi, ou por expectativa de honra diferenciada no fim? Estou alegre quando vejo Deus abençoando convertidos recentes mais visivelmente do que a mim? Ou estou guardando murmuração no coração?

Segundo leitor, o convertido recente. Esse irmão precisa se lembrar de algo importante. Foi chamado às cinco da tarde. Recebeu denário inteiro. Não pode esquecer. Toda vez que olhar para um irmão antigo e quiser comparar histórias de vida, lembre que você só está dentro da vinha porque o dono saiu pela quinta vez na praça. A graça que recebeu não foi conquistada por nada de bom seu. Foi puro coração do dono.

Essa parábola desmonta totalmente a religião do mérito. Quem ainda calcula salvação por anos de serviço, por tempo de igreja, por tarefas cumpridas, não entendeu. O cristão maduro sabe que tudo que recebeu, do primeiro ao último dia, foi graça. Os doze anos foram graça. A hora final foi graça. Quem se acha primeiro entrega que ainda não absorveu o evangelho de fato.

Tem outra leitura que merece atenção. Essa parábola fala da relação entre Israel e os gentios. Israel, os trabalhadores da primeira hora, foi chamado a servir desde Abraão. Os gentios, os trabalhadores da hora undécima, foram chamados muito depois, no tempo de Cristo. Na economia do Reino, os gentios receberam o mesmo Espírito, a mesma justificação, a mesma herança. Israel não tem nada a mais por ter sido chamado antes. Foi essa a controvérsia que rasgou a igreja primitiva. Paulo escreveu Romanos e Gálatas em parte para enfrentar essa questão. A parábola já antecipava o problema.

Como aplicar isso na sua vida

Tem um detalhe nessa parábola que me toca profundamente. O dono, depois de pagar os últimos, ainda volta para conversar com o primeiro murmurador. Chama de "amigo". Argumenta com gentileza. Não se ofende. Não expulsa. Tenta ainda salvar o coração daquele homem. Mostra que a graça que ele oferece aos últimos é a mesma paciência que ele oferece aos primeiros que estão se queixando. Se você está, hoje, na posição do murmurador, lembre: o dono ainda está te chamando de amigo. Ainda está te dando chance de mudar o olhar. Ainda está disposto a discutir com você como se discute com quem se ama. Use essa chance. Pede ao Pai que te dê olho bom diante da bondade dele. E volta para a vinha com o coração inteiro. Que o que ele te paga, hoje, no fim do dia, seja exatamente o que ele te paga amanhã. E que isso seja, para você, sempre, mais do que suficiente. Esse texto promete que vai ser.

Conclusão

As parábolas de Jesus não foram contadas para serem admiradas, mas para serem ouvidas e obedecidas. Esse estudo termina aqui, mas o trabalho do texto na sua vida começa agora. Que o Senhor use estas linhas para formar em você um pensamento mais cristão, mais bíblico e mais maduro, e que a semente lançada hoje encontre, em você, terra boa.